segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Quem

Pensamentos tão ingênuos
Nós éramos infantis.
O medo era leve como uma nuvem transparente
As mãos dadas...
Quem te deu flores? Quem lhe escreveu cartas?

Agora o tempo é presente,
E todas essas crianças adultas se olham
E mentem, se odeiam e cospem nos pássaros
E olham para a Lua como se fosse ausente,
Você apagou o seu cigarro e me olhou com medo.

Eu não lembro de muita coisa.
Mas as palavras entraram sem que eu permitisse
Você não notou, mas eu estava triste

Eu gritei para mim mesma
Mas estou viva.
Eu te fiz uma música
Mas você não me deu ouvidos
"Não tem importância, eu posso mudar o título"

Você chorou e segurou na minha mão
Disse que estava cansada e que queria ir embora
Logo mais estava ausente novamente.
E agora eu não vejo.
Eu vejo festas e cabelo.

Agora...
Quem é você mesmo?
Poderia, por favor, me emprestar um isqueiro?