domingo, 2 de outubro de 2011

Mensagem Pessoal

Quinhentas luzes acenderam,

E toda a fragilidade transcendeu.

Os olhares abaixaram sem a coragem,

Sem a certeza de encarar uma certeza...

E as palavras falharam.

E a voz voltou-se para dentro como quem...

Como quem engole a própria secura.

E ao ver-te me abalei.


Impressionei-me todas as noites,

Entristeci-me todos os dias sem te ver.

Mas ao decorrer do tempo eu pensava,

E logo esquecia tudo sobre o que pensei.

Estudei a tua face e as tuas palavras,

Lembrei-me de frases simples despejadas.

E pensei que se talvez... Ah, deixa pra lá então.

Poderia ser loucura, mas a loucura também pode ser uma ilusão.


Passei nas ruas de sexta, abriguei-me de angústias.

Senti o vento, empurrei-me para abismos e afastei pensamentos.

Porém ao ver-te quinhentas luzes acendiam,

Ao deixar-te percebia que as noites ficavam mais longas que o dia.

As folhas balançavam sozinhas dentro do meu peito.

Chovia tanto que o infinito que machucava por inteiro.

O frio azul da manhã deixava-me sonolenta.

Mas ao lembrar-me de ti eu queria ser mais,

Chutava o inverno como se fosse capaz.


Ah, como a inconstância esta sempre presente.

A primavera chegou e também todos os acontecimentos.

Dizem que ela é um quadro com cores misturadas.

Mas presenciei flores tão belas, e cinzas desfigurados,

Onde a água às vezes caía com uma fúria desconhecida...

Então você disse adeus e eu assenti mesmo sendo esmagada.

Agora tudo me corta por dentro mesmo estando calada.

E não me importa a inclinação do eixo da Terra,

Sem você será sempre inverno, mesmo que me digam que é Primavera.