sábado, 15 de outubro de 2011

De: Amanda Richard

Atrás da porta

Estava aquele último vaso

“Meu velho, velho, meu velho, velho...”

Meu velho cartaz borrado

Soam nas vitrolas

A lenda triunfal

“Velhos, os velhos, rápido, os velhos”

Dúvidas correm

E não há tempo, oras!

“Rápido, velhos, velhos”

Por mais frustrante

Por quão agonizadas estão estas gárgulas

Viajando sobre esteiras

“Rápido!”

-OTEMPOOTEMPOO-

!TEMPOVAI!

Fogem das jaulas provisoriamente

O suficiente para tornar as faces rubras

Tanto quanto são fadados,

foram as chamas atiradas contra mim

“sim, são, são fúnebres”

-na ligação de minha cozinha ouço-

“mas garanto serem carnavais”

Gostaria de saber quem estava na outra linha

Mas não pude reunir

Até achar o caminho...

Deixo derramar palavras,

Escalo as eras e não engaveto as cartas

-não sou como meu pai-

Ele vêm de trás da porta

-eu sei quem vem-

E sopram o frio sussurro

Implorando para que entenda

Que não

Mais

Tempo

.

.

.

Mas me ocupo em transferir isso para os vaga-lumes

Para vagabundos e minhas adoráveis putas feias

Por que, vejam, explicaria assim por toda esta gota,

OUTRAVEZESSAMERDADEPORTA

MENTIRASVOANDO

AMARIPOSADEBATE-SE

-OTEMPOTODOOTEMPOTODOOTEMPOTODO-

TEM...

PO...

TO...

DOO

E vejam... ah, no suspiro mortal...

Permita-me,

A arcaica audácia...sem mais trapos

Eu recolhi dos varais

Subi até além do telhado

Confidencie a síndrome

Tudo o que pude

Quebrei a sombra e a grade...

Morremos me levando em seus braços.

Invadidos, certo.

Inválidos.

Antenas gostaria de compartilhar o meu tédio,

Narrou no jantar