De: Amanda Richard
Atrás da porta
Estava aquele último vaso
“Meu velho, velho, meu velho, velho...”
Meu velho cartaz borrado
Soam nas vitrolas
A lenda triunfal
“Velhos, os velhos, rápido, os velhos”
Dúvidas correm
E não há tempo, oras!
“Rápido, velhos, velhos”
Por mais frustrante
Por quão agonizadas estão estas gárgulas
Viajando sobre esteiras
“Rápido!”
-OTEMPOOTEMPOO-
!TEMPOVAI!
Fogem das jaulas provisoriamente
O suficiente para tornar as faces rubras
Tanto quanto são fadados,
foram as chamas atiradas contra mim
“sim, são, são fúnebres”
-na ligação de minha cozinha ouço-
“mas garanto serem carnavais”
Gostaria de saber quem estava na outra linha
Mas não pude reunir
Até achar o caminho...
Deixo derramar palavras,
Escalo as eras e não engaveto as cartas
-não sou como meu pai-
Ele vêm de trás da porta
-eu sei quem vem-
E sopram o frio sussurro
Implorando para que entenda
Que não
Há
Mais
Tempo
.
.
.
Mas me ocupo em transferir isso para os vaga-lumes
Para vagabundos e minhas adoráveis putas feias
Por que, vejam, explicaria assim por toda esta gota,
OUTRAVEZESSAMERDADEPORTA
MENTIRASVOANDO
AMARIPOSADEBATE-SE
-OTEMPOTODOOTEMPOTODOOTEMPOTODO-
TEM...
PO...
TO...
DOO
E vejam... ah, no suspiro mortal...
Permita-me,
A arcaica audácia...sem mais trapos
Eu recolhi dos varais
Subi até além do telhado
Confidencie a síndrome
Tudo o que pude
Quebrei a sombra e a grade...
Morremos me levando em seus braços.
Invadidos, certo.
Inválidos.
Antenas gostaria de compartilhar o meu tédio,
Narrou no jantar


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