terça-feira, 10 de maio de 2011

Holocausto

Muitos livros na estante,
Tantas palavras amontoadas...
Unhas roídas pela metade,
Cigarros pela metade.

Muita poeira na estante ,
Tantas pessoas amontoadas...
Fumaça perfurando minha garganta,
Fumaça rasgando o céu claro.

Quem sou eu neste estrago?
Tenho tudo em minhas mãos
E transformo tudo no estrago
Trago...E libero o que não se guarda.

Mas minha boca não fala.
Prendo esse vomito na minha garganta,
Mas minha boca não fala.
Sinto a ânsia chegando...

E morro engasgada,
Por guardar livros, tantas palavras
E essa fumaça que não me deixa...
Esses pensamentos que não se calam